A cada ano que passa fico mais indignado com os rumos do Carnaval e da música que a Bahia apresenta para o Brasil e o mundo, e como a mídia dita especializada, ou seja, “mídia paga” trata isso.
As emissoras de televisão baianas a cada carnaval são invadidas por apresentadores do eixo Rio x São Paulo que tem um conhecimento do nosso carnaval certas vezes por uma pequena pesquisa feita no Google. Não tem a mínima noção de quem são nossos artistas e da densa história que esse carnaval tem. Pois ele não foi somente feito pela fubica e de Dodô e Osmar e pelo axé de Luiz Caldas, mas pelo número muito grande de artistas que nos dias de hoje tem que ficar mendigando um espaço para tocar num carnaval que já foi deles. Hoje já não ouvimos mais falar em Walter Queiroz, Missinho que junto com Bell Marques foi um dos fundadores do Chiclete com Banana, não se houve mais falar também de Moraes Moreira o primeiro cantor de trio elétrico e Lui Muritiba o primeiro cantor a puxar um Bloco de Carnaval, dentre muitos outros.
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São histórias do nosso carnaval que vão se perdendo ao longo do tempo pois o baiano não da o devido respeito a quem criou e trabalhou durante anos para que essa festa tive-se a proporção que tem nos dias de hoje.
Grande parte desse erro histórico de falta de memória se da à mídia, pois nossas rádios na sua grande maioria estão mais preocupadas no famoso “JABÁ” do que na qualidade musical do que será veiculado aos ouvintes. A resposta para essa massificação da música ruim sempre é a mesma: “ O Povo Gosta é disso”. Mas como saber se caviar é bom se você nunca comeu? Não se pode escolher em dois produtos se o vendedor só lhe mostra um.
Outra culpada disso é a nossa prefeitura que a cada ano que passa vem trazendo mais e mais artistas de fora da baia e colocando no lugar dos nossos e tentando convencer-nos que isso é carnaval.
Mas acho que a maior parte da culpa disso é da falta de união dos artistas que infelizmente em sua grande maioria estão mais preocupados num cachê de carnaval que se pode ganhar todo ano do que na possibilidade de se mostra com um bom trabalho para o mundo no maior palco a céu aberto que já foi idealizado.
Infelizmente a mídia mais uma vez não ajuda nem a prefeitura principalmente na distribuição e controle dos horários. E a mídia com seus prêmios que só são dados as os cantores e bandas que estão nos blocos de ponta, não mostrando o real carnaval dos trios independentes e os artistas que se apresentam nos carnavais dos bairros, porque são eles os que fazem o carnaval do povo.
Gostaria de um dia rever o velho carnaval da Cidade do São Salvador onde o povo teve-se seu espaço de direito para curtir nos bons horários, que se houve uma justa distribuição entre tios independentes e blocos para que a pipoca não precise brinca somente na madrugada do carnaval, e os artistas que fizeram a história dessa festa têm seu espaço de direito.
Atenciosamente,
Cristiano Paganucci - Produtor Musical
As emissoras de televisão baianas a cada carnaval são invadidas por apresentadores do eixo Rio x São Paulo que tem um conhecimento do nosso carnaval certas vezes por uma pequena pesquisa feita no Google. Não tem a mínima noção de quem são nossos artistas e da densa história que esse carnaval tem. Pois ele não foi somente feito pela fubica e de Dodô e Osmar e pelo axé de Luiz Caldas, mas pelo número muito grande de artistas que nos dias de hoje tem que ficar mendigando um espaço para tocar num carnaval que já foi deles. Hoje já não ouvimos mais falar em Walter Queiroz, Missinho que junto com Bell Marques foi um dos fundadores do Chiclete com Banana, não se houve mais falar também de Moraes Moreira o primeiro cantor de trio elétrico e Lui Muritiba o primeiro cantor a puxar um Bloco de Carnaval, dentre muitos outros.
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São histórias do nosso carnaval que vão se perdendo ao longo do tempo pois o baiano não da o devido respeito a quem criou e trabalhou durante anos para que essa festa tive-se a proporção que tem nos dias de hoje.
Grande parte desse erro histórico de falta de memória se da à mídia, pois nossas rádios na sua grande maioria estão mais preocupadas no famoso “JABÁ” do que na qualidade musical do que será veiculado aos ouvintes. A resposta para essa massificação da música ruim sempre é a mesma: “ O Povo Gosta é disso”. Mas como saber se caviar é bom se você nunca comeu? Não se pode escolher em dois produtos se o vendedor só lhe mostra um.
Outra culpada disso é a nossa prefeitura que a cada ano que passa vem trazendo mais e mais artistas de fora da baia e colocando no lugar dos nossos e tentando convencer-nos que isso é carnaval.
Mas acho que a maior parte da culpa disso é da falta de união dos artistas que infelizmente em sua grande maioria estão mais preocupados num cachê de carnaval que se pode ganhar todo ano do que na possibilidade de se mostra com um bom trabalho para o mundo no maior palco a céu aberto que já foi idealizado.
Infelizmente a mídia mais uma vez não ajuda nem a prefeitura principalmente na distribuição e controle dos horários. E a mídia com seus prêmios que só são dados as os cantores e bandas que estão nos blocos de ponta, não mostrando o real carnaval dos trios independentes e os artistas que se apresentam nos carnavais dos bairros, porque são eles os que fazem o carnaval do povo.
Gostaria de um dia rever o velho carnaval da Cidade do São Salvador onde o povo teve-se seu espaço de direito para curtir nos bons horários, que se houve uma justa distribuição entre tios independentes e blocos para que a pipoca não precise brinca somente na madrugada do carnaval, e os artistas que fizeram a história dessa festa têm seu espaço de direito.
Atenciosamente,
Cristiano Paganucci - Produtor Musical
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